Inventário

7 erros comuns no inventário (e como evitar)

8 min de leituraAtualizado em 2 de janeiro de 2026

O inventário é um processo que a maioria das pessoas faz uma ou duas vezes na vida. Por isso, é comum cometer erros que atrasam e encarecem tudo.

Conhecer esses erros antes de começar pode economizar meses de espera e milhares de reais.

Erro 1: Adiar o início do inventário

O problema: Muitas famílias adiam o inventário por não saberem por onde começar, por conflitos ou simplesmente por evitar lidar com a burocracia.

A consequência:

  • Multas sobre o ITCMD (a partir de 60-180 dias, dependendo do estado)
  • Documentos mais difíceis de obter com o tempo
  • Bens se deteriorando ou desvalorizando
  • Contas e investimentos bloqueados por mais tempo
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Cada mês de atraso pode significar mais multas, documentos vencidos e complicações desnecessárias.

Como evitar: Comece a organização o mais rápido possível, mesmo que o processo formal seja feito depois. Reúna documentos, identifique bens e entenda os próximos passos.

Erro 2: Não verificar se há testamento

O problema: Iniciar o inventário sem confirmar se existe testamento registrado.

A consequência:

  • Descobrir o testamento no meio do processo
  • Ter que refazer parte do trabalho
  • Possível mudança de extrajudicial para judicial

Como evitar: Antes de qualquer coisa, solicite uma certidão negativa de testamento nos cartórios de registro civil e no Colégio Notarial.

Dica

A busca de testamento pode ser feita online pelo CENSEC (Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados).

Erro 3: Documentos desorganizados ou vencidos

O problema: Reunir documentos de forma desorganizada, sem controlar validade, e precisar refazer tudo quando vence.

A consequência:

  • Gastos duplicados com certidões
  • Atrasos na hora de protocolar
  • Exigências do cartório ou juiz para atualizar

Como evitar:

  1. Crie uma lista de todos os documentos necessários
  2. Anote a data de emissão e validade de cada um
  3. Comece pelos documentos que demoram mais
  4. Deixe os de validade curta para o final

Erro 4: Subestimar o tempo e custo

O problema: Achar que o inventário será rápido e barato, sem se preparar adequadamente.

A consequência:

  • Frustração com a demora
  • Falta de dinheiro para pagar ITCMD ou honorários
  • Decisões apressadas para "terminar logo"

Como evitar: Faça uma estimativa realista antes de começar:

  • Tempo: 3 a 12 meses (extrajudicial) ou 1 a 5 anos (judicial)
  • Custo: 6% a 15% do patrimônio

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Erro 5: Não mapear todos os bens (e dívidas)

O problema: Descobrir bens ou dívidas depois que o processo já está em andamento.

A consequência:

  • Ter que aditar o inventário (mais custos e tempo)
  • Base de cálculo do ITCMD incorreta
  • Surpresas na partilha

Como evitar:

  1. Analise a última declaração de IR do falecido
  2. Verifique extratos de todos os bancos conhecidos
  3. Busque informações no sistema CCS do Banco Central
  4. Confira correspondências e e-mails para descobrir contas
  5. Pesquise dívidas no SPC/Serasa e cartórios de protesto

Informação

O Banco Central oferece o sistema ACESSO CIDADÃO para verificar contas e investimentos de pessoa falecida (mediante documentação).

Erro 6: Conflito entre herdeiros

O problema: Divergências sobre a partilha que impedem o consenso.

A consequência:

  • Impossibilidade de fazer extrajudicial (mais rápido)
  • Processo judicial que se arrasta por anos
  • Custos com múltiplos advogados
  • Desgaste emocional da família

Como evitar:

  1. Tenha conversas francas sobre expectativas desde o início
  2. Considere um mediador se necessário
  3. Lembre que o custo do conflito (em tempo e dinheiro) geralmente supera qualquer diferença na partilha
  4. Documente acordos por escrito
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Um inventário que poderia levar 3 meses pode se arrastar por 5 anos quando há conflito entre herdeiros.

Erro 7: Não contratar o profissional certo

O problema: Contratar advogado sem experiência em inventários ou escolher apenas pelo menor preço.

A consequência:

  • Erros que geram exigências e atrasos
  • Oportunidades de economia não aproveitadas
  • Falta de orientação adequada

Como evitar:

  1. Busque advogado com experiência específica em inventários
  2. Peça referências de casos anteriores
  3. Compare não só preço, mas também escopo do serviço
  4. Verifique se o advogado conhece as particularidades do seu estado

Resumo: como evitar os erros

| Erro | Solução | |------|---------| | Adiar o início | Comece a organização imediatamente | | Não verificar testamento | Buscar certidão no CENSEC | | Documentos desorganizados | Criar checklist com datas de validade | | Subestimar tempo/custo | Fazer estimativa realista | | Não mapear todos os bens | Verificar IR, bancos, correspondências | | Conflito entre herdeiros | Comunicação clara, mediação se necessário | | Profissional inadequado | Contratar advogado experiente em inventários |

O custo real dos erros

Para um inventário de R$ 500.000:

| Erro | Custo adicional estimado | |------|-------------------------| | Multa ITCMD por atraso | R$ 2.000 a R$ 10.000 | | Documentos vencidos (refazer) | R$ 500 a R$ 2.000 | | Mudar de extrajudicial para judicial | R$ 5.000 a R$ 15.000 | | Anos a mais de processo | Incalculável em tempo e stress |

Conclusão

Evitar erros não é só sobre dinheiro — é sobre encerrar o processo e seguir em frente.


Não cometa esses erros

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